quarta-feira, 15 de abril de 2009

EXTRAÇÃO DE DNA DE TOMATE





Este é um experimento super simples de como extrair DNA de tomates e pode ser utilizado tranqüilamente em sala de aula:

Materiais

1. Um tomate maduro;
2. Uma colher de sopa;
3. Uma colher de chá;
4. Detergente líquido, de preferência incolor, daqueles que usamos para lavar a louça;
5. Três copos de vidro claros (se tiver tubos de ensaio é melhor);
6. Um filtro e papel filtro, daqueles que usamos para fazer café;
7. Álcool gelado, daqueles com 95º g.l.
8. Um litro de Água mineral (se for possível conseguir água destilada é melhor);
9. Uma balança comum, daquelas de cozinha;
10. Papel de caderno comum;
11. Cloreto de sódio (sal de cozinha);
12. Citrato de sódio, onde pode ser conseguido em casas de produtos para festas.

Procedimento

1. Pese aproximadamente 9 gramas de cloreto de sódio e 44 g de citrato de sódio no papel no papel de caderno, separadamente;
2. Misture em um litro de água mineral o cloreto de sódio e o citrato de sódio – esta vai ser nossa solução de extração;
3. Corte o tomate maduro em quatro partes;
4. Peque uma das partes e corte em fatias bem finas;
5. Misture 2 colheres de sopa de solução de extração com meia colher de chá de detergente líquido em um copo;
6. Adicione as fatias de tomate ao copo e amasse o tomate por aproximadamente 1 minuto;
7. Filtre a mistura utilizando o filtro de café para o segundo copo;
8. Pegue meia colher de sopa do segundo copo e passe para o terceiro copo;
9. Adicione meia colher de sopa de água para clarear um pouco a mistura;
10. Com cuidado, adicione 4 colheres de sopa de ácool gelado 95º g.l. – o álcool provavelmente irá para cima da mistura, mas pode mexer o copo para dar uma misturada nas duas soluções;
11. Neste ponto você irá perceber que há duas soluções no copo: a de álcool em cima (chamada sobrenadante) e a da mistura de tomate embaixo (o precipitado). No meio das duas soluções você irá perceber uma fina camada branca, parecendo fios de algodão.

Parabéns – este é o DNA do tomate e você pode “pescá-lo” com cuidado utilizando um palito de manicure.

Fonte: http://ucbiotech.org/edu/edu_aids/TomatoDNA.html

domingo, 8 de março de 2009

Mendel

Entre 1856 e 1865 o austríaco Johann Gregor Mendel desvendou aos princípios básicos da herança biológica, que ficaram conhecidos como Leis de Mendel.
Mendel realizou uma série de cruzamentos com ervilhas durante gerações sucessivas e, mediante a observação do predomínio da cor (verde ou amarela), formulou a primeira lei, chamada lei do monoibridismo, segundo a qual existe nos híbridos uma característica dominante e uma recessiva. Cada caráter é condicionado por um par de fatores (genes), que se separam na formação dos gametas. Depois Mendel fez cruzamentos em que havia dois tipos de características: a cor (amarela ou verde), e a forma (lisa ou rugosa) das sementes. Baseado na premissa segundo a qual a herança da cor era independente da herança da superfície da semente, enunciou sua segunda lei, chamada lei da recombinação ou da segregação independente, pela qual, num cruzamento em que estejam envolvidos dois ou mais caracteres, os fatores que determinam cada um deles se separam de forma independente durante a formação dos gametas e se
recombinam ao acaso, para formar todas as recombinações possíveis.

ABORDAGEM PRÁTICA PARA O ENSINO DE GENÉTICA

Exemplo de aula a ser ministrada :


Tema: Cruzamento-teste
Título: Homozigoto ou Heterozigoto?


Alvo : Alunos do 8° ano

Objetivos:
Demonstrar através de uma representação como se descobre o genótipo de um indivíduo com fenótipo dominante.

Material:

30 miçangas de cor amarela (representam sementes de ervilhas de cor amarela – VV ou Vv)

50 miçangas na cor verde (representam ervilhas de cor verde – vv)

Quatro potes plásticos do mesmo tamanho (usamos embalagens pra filmes fotográficos).
2 pires (tampas de vidro de maionese)



Procedimentos:
Numerar os potes 1, 2, 3 e 4 e os pires A e B.
Colocar 20 miçangas amarelas no pote 1 (Elas representam um indivíduo homozigoto dominante - VV) Colocar 10 amarelas e 10 verdes no pote 2 (Elas representam um indivíduo heterozigoto - Vv)
Colocar 20 miçangas verdes no pote 3 e outras 20 miçangas verdes no pote 4 (Elas representam indivíduos homozigotos recessivos – vv)

Perguntas:
- Sabendo-se que V é dominante em relação à v, e que as miçangas representam as ervilhas estudadas por Mendel, qual será o fenótipo das ervilhas resultantes dos cruzamentos dos potes 1 x 3 e 2 x 4 ?

- Qual será o seu genótipo?


Balance bem os potinhos contendo as miçangas e peça a um colega que sem olhar retire uma miçanga do pote 1 e uma miçanga do pote 3. Coloque no pires A. Proceda assim sucessivamente até que terminem todas as miçangas dos potes 1 e 3.
A seguir peça a outro colega do grupo que retire uma miçanga do pote 2 e uma miçanga do pote 4 e coloque no pires B. Proceda assim sucessivamente até que terminem todas as miçangas dos potes 2 e 4.
Conte as miçangas duas a duas observando sempre a representação:
amarela-amarela - Fenótipo amarelo e genótipo VV;
amarela-verde - Fenótipo amarelo e genótipo Vv.

Conclusão:
Quando se junta as miçangas dos potes 1 e 3, o resultado é que todas as miçangas serão misturadas ou seja, 100% de fenótipo amarelo indicando que o genótipo do genitor era VV (homozigoto).
Quando cruzamos as miçangas dos potes 2 e 4 , o resultado é 50% de cada cor e genótipo do genitor era Vv (heterozigoto).